quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Nascida nos EUA, Rosângela Santos deixa musa para trás e vence os 100 m rasos

Brasileira Rosangela Santos se emociona após o ouro nos 100 m rasos para o Brasil.

Fonte: UOL Esporte

A mesma menina que surpreendeu o país no Troféu Brasil de 2008 com apenas 17 anos voltou a conquistar um feito importante. Nesta terça-feira, a norte-americana de nascimento Rosângela Santos conquistou a primeira medalha brasileira desta terça-feira chegando justamente no lugar mais alto do pódio nos 100 m rasos. Com direito a recorde pessoal (11s22), ela deixou para trás a bela compatriota Ana Cláudia Lemos e faturou a 999ª medalha do Brasil na história do Pan.

“Estados Unidos nada, tanto que não deixei a americana [Barbara Pierre, prata] passar. O ouro é do Brasil e vai ficar lá enquanto eu for defendê-lo”, vibrou Rosângela.

Ela é a segunda brasileira a vencer a prova mais rápida entre as mulheres no Pan. Repetiu o triunfo de Esmeralda de Jesus, ouro em Caracas-1983. O último triunfo pan-americano do atletismo brasileiro no tradicional tiro dos 100 m foi de Robson Caetano, hoje comentarista, em Havana-1991.

“Estou muito feliz. É um momento muito especial, de retomada. Fiquei dois anos meio parada por causa de uma lesão e até pensei em parar com o atletismo”, revelou a campeã.

A melhor marca de Rosângela antes do Pan era de 11s41. Ela ignorou o clima seco e a altitude para melhorar, e muito, seu desempenho. Enquanto outros atletas culparam as condições climáticas, a velocista não quis saber dos obstáculos naturais e deixou todas para trás.

Para reforçar a importância de sua performance nesta terça, os 11s22 colocariam Rosângela Santos na final dos 100 m rasos na última edição das Olimpíadas, em Pequim-2008. Surge, então, uma boa perspectiva para o atletismo brasileiro em Londres-2012. O índice, contudo, é 11s20.

“Consegui minha melhor marca pessoal e fiquei a dois centésimos do índice olímpico. Mesmo quando você não está com muita confiança é preciso criá-la”, emendou a dona do 28º ouro brasileiro no Pan de Guadalajara.

Na semifinal, Rosângela já havia batido a melhor marca de sua carreira, quando fez 11s26. A disputa na decisão foi apertada e contra uma rival mais cotada ao ouro [Barbara Pierre]. A brasileira, porém, mostrou melhor desempenho nos metros finais e ultrapassou a norte-americana.

O bronze, apenas um centésimo mais lento que o tempo de Pierre, ficou com Reeze Shakera, de Barbados. A também brasileira Ana Cláudia Lemos ficou na quarta posição, com 11s35, tempo 0s11 mais veloz que o de sua semifinal, mas insuficiente para subir ao pódio.

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