segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Em dia sem protestos, Timão garante Tite mesmo se perder para São Paulo

Polícia faz segurança, mas torcedores não aparecem para cobrar. Dentro do clube, atletas não falam com imprensa e são blindados por coletiva da direção.

Fonte: Globo Esporte

A segunda-feira foi mais calma que o próprio Corinthians imaginou. Depois de perder para o Santos por 3 a 1 e cair da primeira para a terceira colocação do Campeonato Brasileiro, o dia foi de jogadores em silêncio e dirigentes garantindo permanência do técnico Tite, mesmo em caso de um revés contra o São Paulo, quarta-feira, às 21h50m, no Morumbi. Do lado de fora do CT Joaquim Grava, calmaria sem nenhum protesto de torcedores.

O gerente de futebol Edu Gaspar e o diretor adjunto de futebol Duílio Monteiro Alves foram os escudos no momento de turbulência. Nenhum atleta apareceu para conversar com a imprensa, dando espaço para a cúpula voltar a jurar que o comando não será trocado nem se a equipe for batida novamente.

- Nós sabemos que no futebol o resultado determina muita coisa. Temos a convicção de que o trabalho vem sendo bem feito e que, quando os resultados não aparecem, alguns ajustes precisam ser feitos. Mas não justifica a troca de treinador – afirmou Duílio Monteiro Alves.

Apesar de o Corinthians ter acumulado cinco derrotas e apenas duas vitórias nos últimos sete jogos, a direção entende que o time vem tendo boas atuações. Entretanto, lamenta algumas bobeadas que custaram pontos importantes. A grande preocupação é com o setor defensivo, principalmente com o número de gols sofridos em lances de bolas paradas.
- Vejo o trabalho do Tite positivo, mas não estamos conseguindo os resultados. Vejo o time jogando bem. Contra o Santos foi uma pena, fizemos um grande primeiro tempo. Em outros jogos, também mostramos uma boa postura. Isso faz com que fiquemos tranquilos. Mas precisamos melhorar em alguns aspectos – acrescentou Edu.

Fora do centro de treinamentos, nada de cobrança de torcedores, como o clube chegou imaginar. Por volta das 9h, dois carros da polícia militar estiveram no local, mas acabaram indo embora pelo pouco movimento. Mais tarde, perto das 11h, uma outra viatura adentrou ao CT. Para terça-feira à tarde, último treino antes do clássico, há a possibilidade de um protesto, como aconteceu na véspera do duelo frente ao Flamengo. A certeza, porém, é que uma grande manifestação aconteça na quinta-feira, em caso de nova derrota.

No domingo, minutos depois de o Timão perder para o Santos, cerca de 15 membros das principais organizadas ligadas ao clube conversaram com Edu Gaspar para fazer cobranças. Os principais pedidos foram de mais empenho do grupo e a demissão de Tite.


- Eles (torcedores) ligam, cobram, falam que querem conversar com o Tite, com os atletas, conosco. Já estamos acostumados, sabemos da pressão que é o Corinthians. Eles são porta-vozes de um grande número de pessoas e estamos aqui à disposição – completou.

Com os jogadores realizando apenas um trabalho de recuperação física, os reservas foram a campo para um jogo-treino diante do Esporte Clube São Bernardo, clube da Quarta Divisão de São Paulo. O placar foi de 2 a 2. Weldinho e o garoto Wesley marcaram para o Timão. Tite observou a movimentação.

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